sexta-feira, 16 de setembro de 2011

AS COISAS QUE O OLHO NÃO VIU

         O grande apóstolo Paulo faz a seguinte e estonteante declaração: “As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam” (I Co. 2:9). Que é que Paulo está dizendo? Que as coisas preparadas por Deus nunca foram vistas por homem nenhum, nunca foram ouvidas pelo ouvido humano antes de Cristo encarnar, e são coisas tão diferentes das coisas que compõem a esfera deste mundo, que jamais poderia subir ao coração de qualquer homem, isto é, são coisas  totalmente alheias as coisas deste mundo. Isto nos leva a concluir, que as coisas que o olho viu, e o ouvido ouviu, e subiram ao coração do homem, não foram preparadas por Deus.
1) Que é que o olho viu e o ouvido ouviu? O povo viu o Monte Sinai ardendo em fogo, e a escuridão, e as trevas, e a tempestade, e ao sonido da trombeta, e à voz das palavras, a qual os que a ouviram pediram que se lhes não falassem mais; porque não podiam suportar o que se lhes mandava: Se até um animal tocasse o monte seria apedrejado. E tão terrível era a visão, que Moisés disse: “Estou todo assombrado e tremendo” (Hb. 12:18-21). Certamente este espetáculo aterrorizante não foi preparado por Deus, o Pai de Jesus e  Nosso Pai, pois as que preparou para os salvos nunca o olho viu, nem o ouvido ouviu.
2) Que mais o olho viu e o ouvido ouviu? O povo viu as dez terríveis pragas com as quais Jeová feriu toda a terra do Egito; a praga das águas do Egito que se tornaram sangue (Ex. 7:19). A praga das rãs, que subiram até na cama de Faraó e encheram o Egito (Ex. 8:6-8). A praga dos piolhos (Ex. 8:17). A praga das moscas (Ex. 8:21-24). A praga da peste nos animais (Ex. 9:4-7).  A praga das úlceras (Ex. 9:8-12). A praga da saraiva (Ex. 9:23-26). A praga dos gafanhotos (Ex. 10:12-15). A praga das trevas (Ex. 10:21-23). A décima e última praga foi a da morte de todos os primogênitos do Egito, na qual o povo de Israel viu os mortos e ouviu o grande pranto (Ex. 12:29-30). Certamente estas horríveis pragas acompanhadas de lamentos não foram preparadas por Deus, o Pai, pois as que ele preparou, ouvido nenhum ouviu, e olho nenhum viu desde a criação deste mundo.
3) O povo de Israel, saído do Egito, viu o mar vermelho se abrir em dois. As águas pareciam um grande e altíssimo muro à direita e à esquerda; e o povo passou pelo meio do mar em seco por toda a noite. O povo viu também Jeová arrancando as rodas dos carros de guerra de Faraó; e causando grande confusão. O povo viu o ruído do quebra-quebra. Depois viram o mar se fechar destruindo o exército de Faraó. Os corpos mortos foram arrastados para a praia. Um espetáculo macabro; mas tudo isto não foi preparado por Deus, nosso Pai, pois as coisas que ele preparou para os seus, o olho não viu, nem o ouvido ouviu (Ex. 14:21-31).
4) O povo de Israel peregrinou quarenta anos pelo deserto antes de entrar em Canaã, a terra prometida. Foram quarenta anos de castigo e sofrimento, porque não creram, até que toda aquela geração que saiu do Egito morresse no deserto (Nm. 14:28-34). Claro que não foi o Deus que Jesus revelou que preparou esta peregrinação fúnebre de quarenta anos, morrendo de 100 a 150 pessoas por dia. Mais um espetáculo macabro.
5) O povo peregrinando sem rumo quarenta anos, era guiado de dia por uma coluna de nuvem, e de noite por uma coluna de fogo. O texto bíblico diz: “E Jeová ia adiante deles, de dia numa coluna de nuvem, para os guiar pelo caminho, e de noite numa coluna de fogo, para os alumiar, para que caminhassem de dia e de noite. Nunca tirou de diante da face do povo a coluna de nuvem, de dia, nem a coluna de fogo, de noite” (Ex. 13:21-22). Jeová ia adiante do carro fúnebre. O povo caminhava de dia e de noite, condenados à morte. Saíram do Egito com a promessa de receber um lugar de descanso e paz, e agora, caminhando a marcha fúnebre. Iam caindo e morrendo de fome e sede, queimados e ressecados pelo sol ardente. Jamais o Deus Pai faria uma atrocidade destas, pois dele só vem o bem (Tg. 1:17). E o Deus Pai é salvador de todos os homens (I Tm. 4:10).  E viram e ouviram muitas coisas mais.
     Mas o que é que até os dias de Cristo, o olho não viu, e o ouvido não ouviu? “QUE DEUS É AMOR” (I Jo. 4:8). O amor, que é benigno, “não trata com leviandade, não se ensoberbece, mas é sofredor, não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal, tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor nunca falha” (I Co. 13:4-8). Que contraste. O deus de Israel era furioso e iracundo (Dt. 32:22; Sl. 7:11; Os. 13:11).
     Que mais o ouvido não ouviu e o olho não viu? Que Deus ama os inimigos. E se os ama, não é inimigo de ninguém, pois é, amor (Rm. 5:8-10; I Jo.  4:10).
     Há mais coisas que o olho não viu e o ouvido não ouviu? Claro que há. Um pecador não precisa mais ser destruído a fogo como em Sodoma e Gomorra, pois ele pode crer e nascer de novo (Jo. 3:3-6). O bandido que se converte a Cristo pode se tornar uma nova criatura. Paulo nos diz: “Não erreis; nem os devassos, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, herdarão o reino de Deus. E é o que alguns de vós tem sido, mas haveis sido lavados, mas haveis sido santificados, mas haveis sido justificados em nome do Senhor Jesus, e pelo Espírito do Nosso Deus" (I Co. 6:10-11).
     Que mais? O novo nascimento é uma nova geração, e os que foram novamente gerados pela palavra da verdade são os primeiros criados pelo Deus Pai (Jo. 3:3-6; Tg. 1:18). O velho homem, descendente de Adão deixa de existir para vir à luz um novo homem justo e santo (Ef. 4:22-24).
     E, que mais o olho não viu e o ouvido não ouviu? O apóstolo João o diz: “E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, como Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo a quem enviaste” (Jo. 17:3). No Velho Testamento ver o deus era ser condenado à morte (Ex. 33:18-23). No Novo Testamento, ver a Deus é ter a vida eterna. “A vontade daquele que me enviou é esta; que todo aquele que vê o Filho, e crê nele, tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia” (Jo. 6:40).
     E há mais coisas que o olho não viu. A glória de Deus é dada aos que crêem em Cristo. Mas que glória? Não a glória falada no Sl. 8:4-9, mas a glória do próprio Deus. Jesus disse: “Eu dei-lhes a glória que a mim me deste, para que sejam um como nós somos um” (Jo. 17:22). E Paulo diz: “Mas a nossa cidade está nos céus, donde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu poder” (Fl. 3:20-21). Todas estas coisas, antes de Cristo, o ouvido não ouviu e o olho não viu. GLÓRIA A DEUS!
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Discipulo Luiz: Até hoje em dia, tanto o Vaticano quanto os líderes das igrejas evangélicas afirmam que o Deus do Antigo Testamento é o mesmo do Novo Testamento. Será que essas igrejas realmente estão trabalhando para Jesus?
 
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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

"O VEU"

         A Bíblia fala do véu no Velho Testamento e no Novo. No Velho Testamento temos os dois véus do templo. O primeiro separava o átrio e o tabernáculo, ou templo. O segundo separava o lugar santíssimo, chamado santo dos santos. O povo ficava no átrio ou pátio, que ficava  em volta do tabernáculo, antes de ser construído o templo, e mais tarde em volta do templo. Só os sacerdotes ultrapassavam o primeiro véu e entravam no templo para ministrar. Nenhum sacerdote podia ultrapassar o segundo véu e entrar no santo dos santos. Somente o Sumo Sacerdote podia fazê-lo, e somente uma vez por ano (Hb. 9:1-7). O véu, portanto é sinal de separação. Separava o povo do interior do templo. O segundo véu separava os sacerdotes do lugar santíssimo. Até o Sumo Sacerdote morria se adentrasse o santo dos santos fora de hora e sem sacrifício de expiação (Lv. 16:2 e 3). O véu separava de quem? De Jeová.
         O apóstolo Paulo faz referência a um outro véu, o do Velho Testamento. “Mas os seus sentidos foram endurecidos. Porque até hoje o mesmo véu está por levantar na lição do Velho Testamento, o qual foi por Cristo abolido” (II Co. 3:14). Havia um véu espiritual que tirava a visão espiritual. Para que um judeu se convertesse, o véu espiritual tinha de ser tirado. “E até hoje, quando é lido Moisés, o véu está posto sobre o coração deles. Mas, quando se converterem ao Senhor Jesus, então o véu se tirará” (II Co. 3:15-16). A lei de Jeová, ou o Velho Testamento, colocou no coração dos judeus um véu que separa de Jesus Cristo. Lemos em Hb. 7:12 que em Cristo foi mudada a lei e o sacerdócio do Velho Testamento. Ora, Jeová promete restaurar a lei no fim dos tempos. “Porque este é o concerto que depois  daqueles dias farei com a casa de Israel, diz Jeová, porei a minha lei no seu interior, e a escreverei no seu coração; e eu serei o seu deus, e eles serão o meu povo” (Jr. 31:33). Este texto é repetido em Heb. 8:10. Isto equivale a dizer que Cristo tirou o véu e Jeová vai colocar de novo.  Cristo tirou o véu mudando a lei e abolindo o Velho Testamento, e Jeová promete colocar o véu, restaurando a lei e o Velho Testamento que Cristo aboliu. Quando Cristo foi crucificado, o véu do templo se rasgou de alto a baixo (Mt. 27:51). O caminho para Deus, o Pai, foi aberto para todos, e assim foi rechaçado aquele indigno sacerdócio, e aqueles sacrifícios inúteis. “Porque é impossível que o sangue dos touros e dos bodes tire os pecados” (Hb. 10:4). A lei foi abrogada por causa da sua fraqueza e inutilidade, pois nenhuma coisa aperfeiçoou (Hb. 7:18-19). Acabou o templo de pedra, feito por mãos de homens, e acabou o serviço do sacerdócio levítico. Agora, tudo é novo. Pedro declara o seguinte, sobre a Igreja de Cristo: “Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (I Pd. 2:9). E Jeová promete restaurar Israel, em Ez. 36:8-15. Em seguida, no capítulo 37, dá detalhes fantásticos sobre a restauração do povo. Nos capítulos 40 a 44, Jeová declara que vai restaurar o templo, o sacerdócio levítico, os sacrifícios e holocaustos do Velho Testamento. Em Ez. 43:10-27, lemos detalhes sobre os sacrifícios. Isto prova que os planos de Jeová não são os mesmos de Jesus e o Pai.
         O Velho Testamento foi o concerto da carne e do sangue. “Será circuncidado o nascido em tua casa, e o comprado por teu dinheiro; E ESTARÁ O MEU CONCERTO NA VOSSA CARNE POR CONCERTO PERPÉTUO” (Gn. 17:13). A lei era e é enferma pela carne (Rm. 8:3). O mandamento era e é carnal (Hb. 7:16). Como Jeová pode fazer concerto na carne, se na carne não habita bem algum? (Rm. 7:18). “A carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus, nem a corrupção herda a incorrupção” (1 Co. 15:50). Por isso Jesus declarou que a carne para nada aproveita, em Jo. 6:63.  Mas Jeová também declarou que vai criar um novo céu e uma nova terra, e toda a carne  virá adorar diante dele (Is. 66:22-23). São caminhos contrários.
         Como a mulher é a carne “Assim devem os maridos amar a suas  próprias mulheres, como a seus próprios corpos. Quem ama a sua mulher ama-se a si mesmo. Porque nunca ninguém aborreceu a sua própria carne.” (Ef. 5:28-29). A mulher usa véu por ser carne (I Co. 11:6). Como o véu é sinal de separação de Deus, e Deus é Espírito, a mulher, pelo véu da carne está separada de Deus, por isso precisa de cobertura do varão. “Quero que saibais que Cristo é a cabeça de todo o varão, e o varão a cabeça da mulher, e Deus a cabeça de Cristo” (I Co. 11:3). Nem Deus, nem Jesus são cabeça da mulher, por ser a mulher carne. Eva,  que era carne de Adão, o fez pecar (Gn. 2:23; I Tm. 2:13-14).
         Cristo se fez carne (Jo. 1:14), e carne do pecado (Rm. 8:3). Cristo foi tentado na carne (Hb. 5:7; 4:15) e pelas mulheres que são carne, mas não caiu. Cristo crucificou a carne e exige que o sigamos: “Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz e siga-me” (Mt. 16:24). Paulo disse: “Os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências” (Gl. 5:24). No matrimônio deve haver amor e não concupiscência carnal, pois o leito dever ser sem mácula (Hb. 13:4). Se houver concupiscência no casamento, esta o destrói, pois Pedro disse: “Abstende-vos das concupiscências carnais que combatem contra a alma” (I Pd. 2:11).
         Para terminar o assunto do véu, para ser de Cristo, o véu tem de cair. Cristo veio, consumou a obra, e o Velho Testamento permanece com suas leis, e o povo Judeu não se converte a Cristo, logo o véu está posto  até hoje sobre o coração deles (II Co. 3:14-16).  Se  Jeová fosse Cristo, Cristo teria posto o véu da separação nos judeus, e não pôs, nem nos gentios. Cristo rasgou o véu da carne na cruz para entrar no santuário celestial, abrindo caminho para os cristãos (Hb. 10:19-20). Mas o véu tem de ser tirado pela conversão, isto é, o véu da carne do Velho Testamento. Os que adotam o Velho Testamento, colocam no coração o véu que Cristo tirou. E há um detalhe, as mulheres continuam com o véu. E por que? Porque a mulher quer ser carne, anda nua, mesmo estando vestida, e liberou o uso da carne de Jeová.
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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

"OS DONS DE DEUS SAO SEM ARREPENDIMENTOS"

Os dons de Deus são sem arrependimentos,ele não muda de idéia

O Pai não porque nele não há nenhuma sombra de mudança.

Agora em ULHIM, VULGO JEOVA, não se pode disser o mesmo

Veja:

“Os dons e a vocação de Deus são sem arrependimento” (Rm. 11:29). Esta declaração de Paulo revela um detalhe do caráter de Deus Pai. O que Deus dá não tira mais, pois é dado para sempre. Citamos como exemplo a maior dádiva: “Porque Deus amou o de tal maneira que deu seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo. 3:16). E Deus Pai deu o seu Filho pelos perdidos e pecadores. “Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm. 5:8 ). Na cruz de Cristo, Deus decretou a graça total e universal. “Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens” (Tt. 2:11). Está tudo consumado, e Deus não volta atrás, porque os dons e a vocação de Deus são sem arrependimento. Deus não se arrepende, pois é onisciente, onipresente e onipotente. Tudo quanto Deus faz é perfeito e absoluto. “Toda a boa dádiva e todo dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação” (Tg. 1:17). Jesus, o Filho de Deus, “é o mesmo ontem, e hoje, e eternamente” (Hb. 13:8 ). E Jesus é igual ao Pai; e disse: “ Quem me vê a mim, vê ao Pai” (Jo. 14:9). “ Eu e o Pai somos um” (Jo. 10:30). Se Deus se arrependesse estaria confessando que errou, e Deus não erra. É por isso que a graça de Deus (dom de Deus) é superior ao pecado. “Onde o pecado abundou, superabundou a graça” (Rm. 5:20).

No velho testamento as coisas eram diferentes. Os dons e a vocação de Jeová eram com arrependimento. Foi Jeová que escolheu Saul para ser rei em Israel. Jeová disse ao profeta Samuel: “Amanhã a estas horas te enviarei um homem da terra de Benjamim, o qual ungirás por capitão sobre o meu povo Israel” (I Sm. 9:16). “Então tomou Samuel um vaso de azeite, e lho derramou sobre a cabeça, e o beijou, e disse: porventura te não tem ungido Jeová por capitão sobre sua herdade?” (I Sm. 10:1). E Samuel enviou Saul a um rancho de profetas, e lá o espírito de Jeová se apoderou de Saul, e profetizou (I Sm. 10:10).

Depois que Saul tomou posse do reino, desobedeceu a Jeová (I Sm. 15). Como conseqüência, Jeová declara que se arrependeu de haver posto Saul como rei sobre Israel (I Sm. 15:14). Rejeitou Saul como rei, e colocou Davi no seu lugar, e para completar a obra, tirou o bom espírito de Saul, e o encheu de um espírito maligno (I Sm. 16:1; 16:3-15). Fica assim provado que Jeová é um Deus que se arrepende do que fez, isto é, não é onisciente nem onipresente, pois se fosse, saberia o futuro, e não precisaria confessar que errou. Jeová também tirou a vocação e o dom do espírito que estava sobre Saul, e assim os dons e a vocação de Jeová são com arrependimento, contrariando Rm. 11:29, que se refere ao Deus Pai de Jesus.

Jeová escolheu Salomão desde o ventre, e o amou (II Sm. 12:24). Muito antes do adultério de Davi e do nascimento de Salomão, Jeová profetizou o seu nascimento. “Quando teus dias forem completos, e vieres a dormir com teus pais, então farei levantar depois de ti a tua semente, que sair das tuas entranhas, e estabelecerei o seu reino. Este edificará uma casa ao meu nome, e confirmarei o trono do seu reino para sempre – Eu lhe serei por pai e ele me será por filho” (II Sm. 7:12-14). Davi declara que, entre todos os seus filhos, Salomão foi o escolhido por Jeová. “De todos os meus filhos, porque muitos filhos me deu Jeová, escolheu ele o meu filho Salomão para se assentar no trono do reino de Jeová sobre Israel, e me disse: Teu filho Salomão edificará a minha casa e os meus átrios, porque o escolhi para filho” (I Cr. 28:5-6). O nome de Salomão foi escolhido por Jeová (I Cr. 22:9). Para que Salomão realizasse toda a obra sonhada por Jeová, este lhe deu sabedoria divina (I Rs. 3:12). Pois bem, Salomão, o amado, escolhido, e pretendido por Jeová, foi um rei carnal e lúbrico, pois teve setecentas mulheres e trezentas amantes, todas elas tomadas dos povos que Jeová havia proibido tomar (I Rs. 11:1-3). Salomão, pela paixão carnal, e seduzido pelas mulheres se tornou um idólatra abominável (I Rs. 11:5-8 ). Além de tudo isso, Salomão oprimiu o povo para enriquecer (I Rs. 12:3-4). Salomão foi um rei cruel (I Rs. 12:11). Em conseqüência, Jeová rasgou o reino de Israel em dois (I Rs. 11:11).

Qualquer leitor do Velho Testamento vai pensar: Jeová errou na escolha. Deu o reino na mão de Salomão e depois dividiu o reino como castigo dos seus desmandos. Jeová não é onisciente nem onipresente. O desmoralizado não foi Salomão, mas Jeová, que comete erros irreparáveis. Um deus que dá e depois tira, que escolhe e depois rejeita, que tira o seu espírito dos seus ungidos, e coloca em seu lugar espíritos malignos.

Jeová é o deus que muda conforme os homens, por isso se arrepende. Em I Sm. 15:29 lemos que não é homem para que se arrependa. Em I Sm. 15:35 lemos que se arrependeu de ter posto Saul como rei.

Jeová prometera com juramento a Abraão abençoar e multiplicar o povo de Israel. Este povo pecou ao pé do Monte Sinai, e Jeová, cheio de furor, decidiu consumi-los e mudar a promessa para a descendência de Moisés. Este, porém, se opôs aos novos planos de Jeová com tal determinação, exigindo, inclusive, que Jeová se arrependesse de tão grande mal. Jeová então se arrepende e volta atrás, persuadido por um homem (Ex. 32:1-14).

Em outra ocasião, quando os espias infamaram a terra prometida, Jeová novamente decide exterminá-los. Moisés se opõe ao plano homicida novamente, e usa os mesmos argumentos da primeira vez. Jeová volta atrás (Nm. 14:1-20). Jeová não tinha um propósito definido; Moisés tinha. Moisés amava o povo. Jeová se arrependia tantas vezes, que fez a seguinte declaração ao seu povo: “Tu me deixaste, diz Jeová, voltas para traz; por isso estenderei a minha mão contra ti, e te destruirei; estou cansado de me arrepender” (Jr. 15:6).

Jeová confessa que pratica o mal e depois se arrepende. Em II Sm. 24:15-16 Jeová confessa que, quando uma nação não anda conforme a sua palavra, fica imaginando e forjando males. Se a nação se converter, ele se arrepende do mal que pensava em fazer (Jr. 18:7-10). Jeová fez o mal a Israel e depois confessou dizendo: “Estou arrependido do mal que vos tenho feito” (Jr. 42:10).

Para encerrar o assunto, Jeová salvou seu povo do Egito, depois se
arrependeu de os ter salvo e os matou (Jd. 5; Nm. 14:28-30). Jeová ordena a bênção e depois, não só tira a bênção, como amaldiçoa a bênção dada. “Se não propuserdes no vosso coração dar honra ao meu nome, diz Jeová dos exércitos, enviarei a maldição contra vós, e amaldiçoarei as vossas bênçãos; e já as tenho amaldiçoado. Eis que vos corromperei a semente, e espalharei esterco sobre os vossos rostos.” (Ml. 2:2,3). E basta. Nada em Jeová é seguro a não ser maldição.
Um abraço irmão Edson
 
Discipulo Luiz: Até hoje em dia, tanto o Vaticano quanto os líderes das igrejas evangélicas afirmam que o Deus do Antigo Testamento é o mesmo do Novo Testamento. Será que essas igrejas realmente estão trabalhando para Jesus?
 
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"JESUS CRISTO NÃO MUDA"

Na carta aos Hebreus está escrito: “JESUS CRISTO É O MESMO ONTEM, E HOJE, E ETERNAMENTE” (Hb. 13:8).
         Jesus Cristo não muda, porque, sendo predestinado por Jeová para ser o Messias que havia de sentar no trono de Davi eternamente, como declarou o anjo Gabriel a Maria, dizendo: “Eis que em teu ventre conceberás e darás à luz um filho, e por-lhe-ás o nome de Jesus. Este será grande, e será chamado filho do Altíssimo; e o senhor deus (Jeová deus) lhe dará o trono de Davi seu pai, e reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu reino não terá fim” (Lc. 1:31-33). Por que Jesus não se assentou no trono de Davi?
         Paulo declara que Cristo, segundo a carne, pertence a Israel (Rm. 9:5). No verso três Paulo declara também, que, para se unir a seus irmãos segundo a carne, seria separado de Cristo, logo, o Cristo segundo a carne não está unido à Igreja, pois a carne é inimiga de Deus Pai, como lemos em Rm. 8:5-8. Seguindo a mesma linha de pensamento, o Messias carnal e rei de Israel, que é a casa de Jacó, não está ligado ao Deus Pai, mas somente a Jeová, que o predestinou para ter domínio sobre todos os reinos deste mundo. Leiamos a previsão de Jeová à respeito de Cristo: “Recitarei o decreto: Jeová me disse: Tu és meu filho, eu hoje te gerei. Pede-me, e eu te darei as nações por herança, e os fins da terra por tua possessão. Tu os esmigalharás com uma varra de ferro; tu os despedaçarás como a um vaso de oleiro” (Sl. 2:4-9). Jeová declarou isso por ocasião do nascimento carnal de Jesus, de Maria.
         Como o anjo Gabriel declarou que Jesus ia sentar-se no trono de Davi, e Jesus, aos trinta anos, entra para a história através do batismo de João, e não pede a Jeová os reinos deste mundo, vem Satanás a ele, e afirma que os reinos deste mundo não estão mais na mão de Jeová, mas nas suas, e oferece a Jesus todos esses reinos, e a glória deles (Lc. 4:5-8). Jesus não negou a declaração de Satanás, e Paulo revela que toda a criação de Deus está submetida a um poder maligno, esperando a libertação da corrupção para a liberdade da glória dos filhos de Deus (Rm. 8:19-23). E Paulo revela mais; declarando que recebeu de Jesus a incumbência de abrir os olhos dos cegos, e das trevas os converter à luz, e do poder de Satanás a Deus para serem salvos (At. 26:18). Fica assim provado, que Cristo entrou em cena na história, realizando a vontade de Deus. Mas Jesus não assumiu o trono de Davi, segundo a predição do próprio Jeová no salmo dois. O que complica o assunto, é que Jesus declarou à Pilatos, dizendo: “Meu reino não é deste mundo” (Jo. 18:36). Se o reino de Jesus não é deste mundo, é óbvio que não aceitaria a oferta de Satanás, que na realidade, era também a oferta de Jeová (Sl. 2:8).
         Ora, o anjo Gabriel afirmou que Jeová daria a Jesus o trono de Davi, seu pai. Mas o trono de Davi é terreno e carnal, e Cristo declarou que o seu reino não é deste mundo, e a promessa de Jeová é neste mundo. Ezequiel revela isso (Ez. 37:21-28). Davi, cheio do espírito de Jeová, declara o mesmo (Sl. 89:34-36).
         Jesus nunca declarou que se assentaria no trono de Davi. Quem falou isso foi Jeová, e o anjo Gabriel à Maria. Jesus falava outra coisa. Vejamos: “E, tomando consigo os doze, disse-lhes: Eis que subimos a Jerusalém, e se cumprirá no Filho do homem tudo o que pelos profetas foi escrito; pois há de ser entregue às gentes, e escarnecido, injuriado e cuspido; e havendo-o açoitado, o matarão; e ao terceiro dia ressuscitará. E ELES NADA DISTO ENTENDIAM, E ESTA PALAVRA LHES ERA ENCOBERTA, NÃO PERCEBENDO O QUE SE LHES DIZIA” (LC. 18:31-34). Por que não percebiam? Porque estavam impregnados da promessa do Messias carnal, que iria sentar no trono de Davi, restaurar o reino de Israel; submeter todas as nações debaixo dos pés (Sl. 47:3), dominar tiranicamente com uma vara de ferra num regime de escravidão. Pedro ao ouvir a mesma declaração de Jesus sobre a sua morte, se opôs à sua palavra, e foi chamado por Jesus de Satanás (Mt. 16:20-23). Por este texto ficamos sabendo que Satanás era favorável ao reino carnal do Messias, que era também o projeto de Jeová. Aliás, não é a primeira vez que Jeová e Satanás trabalham juntos. No caso de Jó trabalharam em parceria (Jó 1:6-12; 2:1-7). No caso da numeração do povo de Israel também (II Sm. 24:1; I Cr. 21:1). No caso de Israel se esconder da presença de Jeová, ídem (Am. 9:3). Também no caso das murmurações dos israelitas no deserto (Nm. 21:4-9). E por que não lembrar da queda de Adão e Eva, que resultou na queda da humanidade? (Gn. 3:1-6).
         Ora, Paulo declarou: “Assim que daqui por diante a ninguém conhecemos segundo a carne, e, ainda que também tenhamos conhecido a Cristo segundo a carne, contudo agora já o não conhecemos deste modo” (II Co. 5:16). Paulo está dizendo que conheceu a Cristo segundo a carne, mas depois que o conheceu segundo o Espírito, já o não conhece segundo a carne. O Cristo segundo a carne era o Messias e rei de Israel (Rm. 9:5). O Cristo da Igreja, o Cristo do Espírito, o Cristo Filho de Deus, o Pai, foi gerado diferente do Cristo gerado no ventre de Maria. O mesmo Paulo o explica: “ACERCA DE SEU FILHO, QUE NASCEU DA DESCENDÊNCIA DE DAVI SEGUNDO A CARNE, DECLARADO FILHO DE DEUS EM PODER SEGUNDO O ESPÍRITO DE SANTIFICAÇÃO, PELA RESSURREIÇÃO DOS MORTOS - JESUS CRISTO NOSSO SENHOR” (Rm. 1:3-4). Que é que Paulo está revelando? Que Jesus nasceu duas vezes. A primeira no ventre de Maria, que era da descendência de Davi (Lc. 3:23-38). A genealogia descrita em Mt. 1:1-16 é a de José, e a de Lucas é a de Maria; o nome de José é mencionado por Lucas porque as mulheres não eram contadas (Mt. 14:21, 15:38).
         Como foi Jeová que fecundou Maria pelo seu espírito, pois Deus, o Pai, não gera filhos na carne (Jo. 1:12-13), depois de nascido na carne, Jesus foi gerado Filho do Deus Pai, em santificação do Espírito Santo, e pela ressurreição, como está escrito no livro de Atos dos Apóstolos: “E nós vos anunciamos que a promessa que foi feita aos pais Deus a cumpriu a nós, seus filhos, ressuscitando a Jesus; como também está escrito no salmo segundo: Meu Filho és tu, hoje te gerei” (At. 13:32-33). De maneira que, quando Maria deu à luz Jesus, na carne, Jeová disse: Meu Filho és tu, hoje te gerei. Mas Jeová estava gerando o Messias que ele descreveu no Velho Testamento, isto é, o Messias dominador, terreno, que iria submeter as nações debaixo dos pés, e também debaixo de Israel (Sl. 2:5-9, 47:2-3) (Esta promessa foi feita com ira e furor, ao contrário do Pai, que enviou o seu Filho com amor, conforme Jo. 3:16).
         Jesus foi crucificado como impostor, pois blasfemou, ao se declarar Filho de Deus (Mt. 26:63-67). Quando estava pendurado na cruz, os que passavam blasfemavam dele dizendo: "TU, QUE DESTRÓIS O TEMPLO, E EM TRÊS DIAS O REEDIFICAS, SALVA-TE A TI MESMO; SE ÉS FILHO DE DEUS, DESCE DA CRUZ. E DA MESMA MANEIRA TAMBÉM OS PRÍNCIPES DOS SACERDOTES, COM OS ESCRIBAS, E ANCIÃOS, E FARISEUS, ESCARNECENDO, DIZIAM: SALVOU OS OUTROS, E A SI MESMO NÃO PODE SALVAR-SE. SE ÉS O REI DE ISRAEL, DESÇA AGORA DA CRUZ, E CREREMOS NELE" (Mt. 27:40-42). Mas Jesus não desceu da cruz, pois não era o Messias que Jeová descreveu, mas o Salvador de todos os homens, cujo reino não é na terra, pois é um reino de amor (Cl. 1:12-13; II Tm. 4:18; I Pd. 1:3-4).
         De maneira que não é Cristo que mudou, foi Jeová que descreveu um Cristo diferente, cuja pintura, adequada a este mundo, cegou os sacerdotes e os escribas e fariseus; e até os apóstolos, como mostramos acima, por isso nós declaramos que Jesus Cristo é o mesmo, ontem, e hoje, e eternamente (Hb. 13:8).

Autoria: Olavo
    
Discipulo Luiz: Até hoje em dia, tanto o Vaticano quanto os líderes das igrejas evangélicas afirmam que o Deus do Antigo Testamento é o mesmo do Novo Testamento. Será que essas igrejas realmente estão trabalhando para Jesus?
 
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